quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Games em alta definiçao

O mundo seria melhor se todos os jogos fossem em alta definição.

Vivemos na época da alta resolução. Com o advento da tecnologia, o mundo parece ter ficado mais bonito, pelo menos em seus retratos virtuais, agora mais nítidos e com uma resolução inimaginável. Basta compararmos, por exemplo, filmes em DVD com o formato mais recente, o Blu-ray, e notaremos que o salto é realmente gigantesco. As televisões de CRT, ou tubo, como são popularmente conhecidas, já se mostram incapazes de comportar toda a beleza da atual geração.

Os video games, obviamente, não ficaram para trás. Na realidade, o entretenimento eletrônico é um dos pioneiros desta nova onda. Desde 2006, o Xbox 360 traz gráficos com até 1080 linhas progressivas, formato popularmente conhecido como Full HD. O PlayStation 3 também chegou com tudo, trazendo gráficos na mesma resolução e esbanjando beleza.

Na era do PlayStation e do saudoso Nintendo 64, as resoluções máximas eram de 320x240, um grande avanço se compararmos com o Super Nintendo, que comportava até 256x224 pixels. Certamente, as televisões de tubo eram mais que suficientes para este formato. Entretanto, com a chegada dos televisores de alta definição, os jogos para estas plataformas acabavam retratados de maneira completamente distorcida e muito distante de seu formato original. O resultado eram gráficos borrados e até achatados.

Mas então quer dizer que jamais poderemos jogar games como Mega Man, God of War, Super Street Fighter II e Banjo Kazooie com a mesma qualidade? Não exatamente. Como saída, algumas desenvolvedoras resolveram refazer seus jogos, trazendo gráficos e outros atributos que se adéquem à geração da alta definição. Com isto, temos os remakes, ou releituras, de grandes clássicos e em HD (High Definition).

Infelizmente, nem todas as softhouses resolvem relançar grandes títulos adaptados à tecnologia atual. Pensando nisto, o Baixaki Jogos resolveu criar uma lista com alguns dos jogos que, sem sombra de dúvidas, mereciam um retorno triunfal em 1080p. Preparado?


Clássicos em alta definição
Algo que deveria ser obrigatório



Bem, certamente, existem centenas de jogos que poderiam reaparecer em alta resolução. Na realidade, seria muito bom se todos os clássicos que conseguíssemos imaginar fossem lançados novamente com todas as vantagens desta geração, mas, infelizmente, isto não é possível.

Ao contrário do que se pensa, refazer um jogo em HD não é um processo muito simples. Muitas vezes, a desenvolvedora só consegue poupar os elementos de jogabilidade, pois todo o resto deve ser completamente. As texturas, por exemplo, são um dos elementos que mais dão dor de cabeça às equipes. É praticamente impossível aproveitar as texturas utilizadas na versão original, a não ser que, por algum milagre, as companhias contassem com as imagens originais, muitas vezes em resolução absurda.

Mas como assim? Existiam texturas absurdamente boas na época do Nintendo 64? Mais ou menos. Na realidade, algumas companhias, ao desenvolver seus jogos, capturavam texturas através de fotografias e ao aplicá-las nos games realizavam um processo de downgrade, diminuindo sua qualidade até que se tornasse algo viável. Se alguém encontrar a textura original, em resolução gigantesca, seria possível utilizá-la no remake, mas isto é raro.




Quando não existem as texturas originais, as companhias são obrigadas a criar novas para a versão HD — processo mais comum. Aí há outro problema: encontrar elementos fiéis à versão original. Uma das grandes dificuldades é quando existem atores nos games, como no caso de 007 Goldeneye, por exemplo.

O áudio também é, muitas vezes, refeito. O motivo? Antigamente, muitos jogos contavam com som em monoaural (apenas um canal), o que resultava em ruídos condensados e sem qualquer sensação de profundidade. Muitas vezes, no caso dos consoles da quinta geração, o som era stereo, permitindo que o jogador se orientasse melhor.

Mas, nesta geração, existem muito mais canais de som. Provavelmente, você já deve ter visto a sigla 5.1 em vários jogos e filmes. Boa parte dos games da atual geração conta com suporte a este formato, o que obriga, consequentemente, às desenvolvedoras a criarem versões HD que também comportem este padrão. Outra trabalheira danada.

Por fim, existem outros elementos adicionais que também devem ser considerados. Um dos mais importantes é o multiplayer. Jogar online é algo quase que exclusivo desta geração de consoles. Ou seja, nos clássicos, o máximo que se poderia fazer era jogar ao lado de seus companheiros.

Sendo assim, as companhias também têm de criar suporte às jogatinas online, algo quase indispensável para qualquer jogo que conte com multiplayer. Um dos fatos curiosos é que nesta geração os jogos com multiplayer offline estão praticamente escassos enquanto que, antigamente, esta era a única forma de se divertir com os amigos. Ou seja, com a chegada de jogos clássicos em HD, você também tem uma boa chance de contar com um dos poucos títulos que suporte multiplayer para até quatro pessoas.

Mas, voltemos às partidas online. Conforme mencionamos, este recurso adicional deve ser criado do zero e então inserido no título em questão. Muitas vezes, não existem diversos modos diferentes, apenas um multiplayer convencional — o mesmo jogado offline —, mas que pode ser desfrutado várias pessoas de qualquer canto do mundo. Algumas desenvolvedoras arriscam e inserem suporte a um número maior de gamers. Há ainda os Rankings online, algo que também se tornou comum nestes remakes em alta definição.

Espera aí: falamos em remakes e em versões alta definição, mas elas são a mesma coisa? Não exatamente. Remakes são jogos que utilizam o conceito da versão original para criar um game completamente novo, como é o caso de Bionic Commando Rearmed. Os jogos em alta definição (HD) são exatamente os mesmos games, mas com texturas e outros atributos aprimorados, como é o caso de God of War Collection para PlayStation 3. São parecidos, mas diferentes.

Bem, agora que você já sabe como funcionam e o que são os jogos em HD, resolvemos demonstrar alguns dos títulos que seriam muito bem-vindos aos consoles da atual geração. Um detalhe: muitos dos jogos que citaremos são de propriedade da Nintendo, empresa que, atualmente, não possui um console que suporte 1080p. Então, nesse caso, teremos de imaginá-los. Vamos lá.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Descriçao do Wii

Nintendo Wii





Um dos maiores problemas relativos aos videogames, nos olhos de pais e mães ao redor do mundo, é o fato de que eles estimulam o sedentarismo e apresentam mundos violentos e perturbadores para seus filhos, em jogos muitas vezes limitados a um jogador. Estas preocupações estão longe de serem plausíveis em relação ao Nintendo Wii. O console é direcionado para a família toda, e traz diversos jogos para dois ou mais jogadores, tornando-o uma diversão absolutamente fantástica para reuniões de amigos.



Um aspecto que diferencia o Wii dos outros videogames da sua geração é sua qualidade gráfica inferior. Enquanto o Playstation 3 e o Xbox 360 se destacam pelo seu grau de desenvolvimento técnico e seus games belos e realistas, o Wii tem como principal atrativo algo que provavelmente não será suficiente para atrair jogadores hardcore: um esquema de controle inovador, intuitivo e que integra os movimentos do jogador ao próprio jogo.







O sistema de controle funciona através de dois joysticks com capacidades de percepção de movimento, que representam dentro dos games a movimentação do jogador. O sistema é extremamente criativo e proporciona para os usuários uma perspectiva completamente diferente de todo o resto dos concorrentes. A originalidade do sistema garantiu elogios pela crítica especializada e posições de destaque em publicações a respeito de tecnologia.



Ao mesmo tempo em que é a maior qualidade do console, o sistema de controle também é, sob certos aspectos, um defeito. O fato de ser extremamente incomum faz com que a maior parte das empresas de desenvolvimento de games não consiga montar um game que utilize todas as capacidades dos joysticks. Isso, aliado às baixas capacidades gráficas do Wii, diminui a qualidade geral dos jogos disponíveis para o console, tornando-o ainda menos atraente para jogadores hardcore.



O videogame custa por volta de R$1500, e possui uma grande biblioteca de games, em sua maioria acessíveis e adequados para todas as idades, com diversos jogos de franquias clássicas da Nintendo e jogos completamente fora do comum, como o Wii Fit, que é uma “academia virtual”, que usa o sistema de controle do videogame para exercitar o corpo do jogador.

Descriçao do Xbox 360

Xbox 360




O Xbox 360 é um produto da gigantesca Microsoft, e foi lançado mundialmente no fim de 2005, esgotando praticamente todas as unidades com uma rapidez impressionante. O seu lançamento global foi o mais extenso de um videogame até então, e o console está disponível oficialmente em dezenas de países ao redor do mundo.



O Xbox 360, ao contrário do Playstation 3, foi lançado oficialmente no Brasil, o que o torna mais barato e fácil de ser encontrado. O problema é que “mais barato” não quer dizer necessariamente barato para um padrão usual: o console, em uma configuração completa, custa entre R$1800,00 e R$2400,00. Existem três lançamentos oficiais do videogame, conforme especificações básicas da Microsoft:



• Xbox 360 Arcade – Inclui o console, com um controle sem fio, e possui 256MB de memória para armazenamento de dados. Esta é a versão mais básica do videogame e tem um preço sugerido nos Estados Unidos de US$199,99.



• Xbox 360 Premium – Este é o pacote padrão, que conta com todos os equipamentos fornecidos no pacote Arcade, mas também possui um disco rígido de 60GB, no qual podem ser armazenados demos, vídeos e imagens escolhidas pelo usuário. Custa por volta de US$299,99.



• Xbox 360 Elite – Este é o pacote para viciados. Possui todas as características dos pacotes mais baratos, e inclui um disco rígido de 120GB. Outra característica atraente deste pacote é o acabamento do videogame, que em vez da pintura branca normal, é todo preto. Esta versão também traz um cabo HDMI que otimiza a exibição de imagens em televisores de alta definição. Este pacote custa aproximadamente US$399,99.



Assim como o Playstation 3, o Xbox 360 possui um serviço de jogos online que permite a criação de partidas com jogadores de todo o mundo, através de um sistema de contas de usuário personalizáveis. O sistema é simples, eficaz, e custa US$50,00 por ano para ter todas as suas funcionalidades habilitadas. Com o sistema gratuito, é possível encontrar informações sobre lançamentos e baixar demos e vídeos, porém apenas o serviço pago permite partidas online.



O lobby online do videogame também permite o download de games casuais. Para os gamers hadrcore, a biblioteca de jogos do Xbox 360 é imensa e continua sendo atualizada toda semana com grandes títulos. Alguns dos melhores jogos da plataforma são Halo 3, Gears of War 2, Fable 2, Fallout 3 e GTA IV (ambos também disponíveis para Playstation 3 e PC) e Braid.



segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Demonstraçao do Psp

Assassins Creed Bloodlines

Análise de Assassin's Creed: Bloodlines

Assassin's Creed: Bloodlines


Análise

Aventura de bolso de Altair pode decepcionar os fãs





Em Assassins Creed: Bloodlines o jogador controla o ágil assassino Altair, protagonista do primeiro game da série para PC, Playstation 3 e Xbox 360. Sua missão no PSP é simplesmente assassinar seus inimigos, que tem o mesmo desejo de fazer isso com você. Cabe a nós saber se Assassins Creed: Bloodlines permite que essas ações sejam pelo menos similares as demais versões do jogo.



Confira os fatos!



Assassins Creed: Bloodlines de início teve seus recursos diminuídos para não atrapalhar sua performance no portátil, sendo assim, oferece ambientes menores e locais pouco habitados em ruas estreitas e sem muitos detalhes.



Dessa forma se você é um fã de Altair e pretende se aprofundar mais nos fatos de sua história, você pode ficar desapontado em Assassins Creed: Bloodlines. Embora toda a interface utilize a tecnologia utilizada em Assassins Creed com informações familiares, o jogo em si, parece estar preso ao passado e seu enredo não consegue se expandir satisfatoriamente como gostaríamos. Ao invés disso, o jogo oferece um enredo fraco com poucas emoções e surpresas.



Infelizmente durante a jogatina notamos diversas falhas como uma narrativa fraca e personagens sem brilho, com dublagens estranhas e vários erros de legenda, sem contar o modo simples e desinteressado que leva o rumo da história.



Talvez uma atenção merecida ao enredo tivesse dado um ânimo maior ao jogo. Uma atenção especial as animações e design colaborariam para que Assassins Creed: Bloodlines mostrasse mais êxito, o que não é frequente, mas é possível encontrar em raras cenas apresentadas no jogo.



Encontramos cenas agradáveis onde Altatir realiza vários saltos sucessivos pelos telhados e plataformas, bem como a escalada ao topo de torres. Mas infelizmente os locais são pequenos e não há muito espaço entre os vários edifícios presentes. Como resultado você nunca vai impulsionar a ação como gostaria.



Além disso, é fácil ficar preso em telhados sem ter opções de progressão, já que muitas paredes são lisas e não permitem que sejam escaladas, ou seja, não temos rotas livres para percorrer o jogo. Mesmo que tivéssemos rotas livres à ação seria prejudicada pela movimentação da câmera que é realizada segurando o botão “L” e pressionando o botão de interface, obrigando parar sua progressão por diversas vezes para corrigir seu percurso.



Esse problema com a câmera ocorre basicamente pela falta de um direcional analógico direito. Isso fará com que você queira andar mais em terra firme do que pelos prédios, e isso é uma pena, já que a série o inspira a andar acima da população.



O sistema de combate é bem sucedido, embora também tenha suas falhas. O combate prende você ao inimigo e inicia uma batalha sem pressa, tudo familiar e realizado com muito sucesso. Durante os ataques, Altair irá girar em torno do inimigo e a câmera irá ampliar seu ângulo de visão para que ele corte o pescoço do oponente ou até mesmo insira a faca em seu peito. Tudo muito bem elaborado, mas cansativo, pois a ação se torna repetitiva e sem muitas opções. Um modo bem simples que evita essa chateação, é utilizar o modo furtivo e atacar os guardas desavisados por traz ou saltando sobre eles.



No entanto, nem tudo são lágrimas. Altair é bem detalhado e sua animação é muito boa, com isso podemos extrair um pouco do verdadeiro Assassins Creed que conhecemos. A música e seus efeitos sonoros também são adições originais e são fantásticas. O jogo também nos dá o prazer visual de andarmos em plataformas suspensas, cruzar vigas perigosas e oferece uma iluminação bem elaborada. Assassins Creed: Bloodlines também permite que você recolha moedas e gaste em melhoramentos, como ampliação de sua barra de sincronização ou aumentando sua chance de acerto crítico.



O jogo não é bem aquilo que esperávamos depois de experimentarmos Assassins Creed e Assassins Creed II, mas para uma versão portátil, o jogo se saiu bem em determinados fatores e muito mal em outros, o que pode decepcionar a maioria dos fãs da série, que gostariam de levar a consagrada aventura de Altari no bolso.